Encontrei o São Martinho na Rua das grandes façanhas, levava um garrafão de vinho, disse que não tinha castanhas, porque vinha de um servicinho, uma mulher lhe tirara as manhas, deixara-o preso pelo beicinho, mas ele correra suas entranhas, muito devagar, devagarinho, por dentro, por fora de banhas, veio-se… embora esgotadinho; Tive tanta pena do Santo, prontifiquei-me a ajudar, indiquei-lhe a tasca do canto, onde ele poderia passar, um bocado sem, no entanto, esquecer o magusto e dar, uma jeropiga de pranto, a quem se prestasse cantar, um fado na torre de Anto, beber e comer, sem engasgar, tinha que ser mesmo um espanto.
Tribunal escuta gravação com níveis de ruído suficientes para interromper uma conversa. Vizinhos não conseguem dormir. Um casal britânico está a ser processado pelos vizinhos por poluição sonora, motivada pelos gritos produzidos durante longas horas de sexo nocturno.
De acordo com o site da «BBC», os juízes já escutaram a gravação de mais de dez minutos de ruídos entre o casal durante uma relação sexual.
Os vizinhos queixam-se do barulho que os impede de dormir.
As relações sexuais entre Caroline e Steve Cartwright, foram descritas pelos vizinhos como «anormais» e «assassinas» no tribunal de Newcastle.
Os vizinhos referem que os barulhos começam pela meia-noite e podem prolongar-se por três horas
Em sua defesa, Caroline Cartwright afirma desconhecer uma ordem judicial para controlar o volume de seus ruídos durante as relações sexuais e invoca o direito ao «respeito pela vida privada e familiar».
«Após receber a ordem judicial para controlar o barulho, eu tentei controlar. Até tentei usar um travesseiro (sobre o rosto) para abafar o ruído», referiu.
Já a vizinha de porta do casal, Rachel OConnor referiu em tribunal que frequentemente se atrasava para o trabalho por não conseguir acordar pela manhã depois de ficar acordada boa parte da noite devido aos ruídos.
«Pelos barulhos, é como se ambos estivessem a sofrer uma dor considerável. Eu não posso descrever o ruído porque nunca escutei nada igual», testemunhou.
Os equipamentos especializados de gravação instalados no apartamento de OConnor pelo governo local registaram níveis médios de ruído entre 30 e 40 decibéis, com um pico de 47 decibéis.
Este nível de ruído é suficiente para interromper o sono e dificultar a comunicação verbal entre as pessoas. O julgamento vai prosseguir na próxima semana.
(NESTE DEBATE DO CASAMENTO HOMOSSEXUAL QUE VAI COMEÇAR, ANTES DE EXTREMAR A SUA POSIÇÃO, SE PERMITE UMA SUGESTÃO, VEJA ESTE EXTRAORDINÁRIO FILME DE 1993: PHILADELPHIA.)
É muito difícil para as famílias e especialmente para os jovens falar da sua homossexualidade por isso, muitas vezes, este assunto permanece sob forma de segredo. No meu entender a terapia de família auxilia a revelação do segredo da homossexualidade e proporciona a pais e filhos a oportunidade de expressarem sentimentos, temores, ansiedades e conflitos, isto é, ter um encontro com a própria realidade, embora os pais evitem abordar o assunto. As famílias, em geral, operam a partir de uma crença de que os filhos são heterossexuais e, portanto, seguirão estilos de vida e experiências heterossexuais: casar, ter filhos, ser pais, avós...O que acontece àqueles jovens que se sentem diferentes, desde a infância, preferindo a companhia de meninas à de meninos, sendo mais artísticos, expressivos emocionalmente e menos interessados em desportos competitivos? E àquelas jovens, que desde muito cedo, preferem brincadeiras de meninos, identificando-se com eles na maneira de vestir e de se comportar? O preconceito social que assistimos, nas atitudes dos pais e amigos, em relação aos homossexuais, leva os filhos a reprimirem seus impulsos, escondendo sua verdadeira identidade sexual. Na minha perspectiva as modificações não são fáceis de atingir, porém com acompanhamento especializado e mudanças de mentalidade serão o caminho a seguir. Com este artigo de opinião espero ter aberto um espaço para reflexão sobre dificuldades enfrentadas por famílias com membros homossexuais e da socialização dos não homossexuais. O acompanhamento a tais famílias levou-me a pensar sobre a maneira mais adequada de intervenção nesses casos já que tanto a bibliografia e estudos sobre este tema ainda são restritos. Espero, aprofundar os meus conhecimentos sobre esse assunto tão polémico, e seguir os estudos e escrever sobre o tema e obter respostas à questão que proponho. Como afinal a ciência se propõe a explicar a homossexualidade?
Jorge Neves Bloco Esquerda Assembleia Freguesia São Bartolomeu
Discordo completamente do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não faz sentido, é aberrante.
A tolerância deve existir, os direitos devem ser respeitados mas, há limites...
Não faz sentido, comparar o que é incomparável...uma ficha casa com uma tomada, não casa com outra ficha, não funciona...
A figura da união de facto, deve ser a resposta para estas situações...
Os portugueses na generalidade não aceitam estes casamentos, os partidos de forma sub-reptícia querem impor esta "modernidade"...
Seguramente, serão os próprios homossexuais a não aderir, vão sentir-se, vexados, maltratados, apontados...então, será o governo a promover a nova lei...Portugal, vai virar manicómio.
Vamos ver se consigo ser claro. Sobre o casamento homossexual que se prepara para entrar no Parlamento, já o escrevi aqui, no meu cantinho: eu não tenho nada a ver com aquilo com o meu vizinho faz dentro de portas. E fora, terei? Desde que não me toque (fisicamente) nada tenho a ver com isso. Pois!, mas isso é o que eu penso, e este meu pensar pode não ser extensível aos outros. E os outros têm o direito de se imiscuírem na vida alheia? Bom, aí é que a porca torce o rabo. Para mim não têm. Mas a maioria não pensa assim. Consideram-se uma espécie de puristas, zelotas, guardas dos bons costumes. Agora vamos pelo outro lado do espelho. Somos uma sociedade conservadora, a cair no hipócrita. Dentro de portas, às escondidas, faz-se tudo, mas na rua, nem pensar. É preciso manter a aparência de ser “igual aos outros”. Nada de diferente. “Diferente”, só se for para melhor, com o assentimento social. Sempre viram a família do mesmo modo e com os mesmos olhos. Não aceitam que na vida tudo é dinâmico, tudo se transforma, tudo evolui. Porém… esta é a sociedade civil que temos, e, naturalmente, temos de (con)viver com ela. Com as suas valências positivas e negativas. E então? Parece interrogar você. Calma! Já me explico. Ou melhor, vou tentar. É que a lei ratifica o costume e não o contrário. Ou seja, só depois do costume se tornar consuetudinário (habitual, rotineiro, usual) é que, para converter o hábito legal, vem então a lei plasmar o ramerrão. Ora, no caso em apreço –casamento homossexual-, não existe o costume de duas pessoas do mesmo sexo se casarem. Ora, em conformidade, logo, não havendo praxe, quer dizer que a carroça anda à frente dos bois. Porque, não podemos escamotear a questão, vivemos em sociedade, e não é por eu pensar de modo diferente da maioria –isto é, faço parte da minoria- que o meu modo de pensar tem de ser aceite por todos. Não podemos minimizar o facto de a democracia assentar na prerrogativa da vontade da maioria. Depois há outro facto que também não é despiciendo. Segundo julgo, os homossexuais apostam tudo no acto solene do casamento, não só pela defesa dos direitos patrimoniais, mas sobretudo para se livrarem da chacota social. No fundo, a pensarem que se a união de facto actual, que já vem de 2002 e é reconhecida pelo direito, mas continua a não ser reconhecida socialmente, acreditam que a celebração oficial do contrato, com foto e tudo, vai obrigar a colectividade à sua aceitação. Mas será assim? Será que a comunidade homossexual não se estará a preparar para levar uma grande banhada de escárnio pela colectividade? Depois há ainda outra questão: se o casamento heterossexual está em crise –no ano passado, celebraram-se cerca de 43 mil enlaces-, porque insistem tanto os homossexuais em reactivar o nó? Sim, é uma pergunta pertinente, o que está em crise é o contrato de casamento na sua forma jurídica e não na parte social. As pessoas, devido à incerteza que se vive, no descartar de afectos, receiam que a ligação de direito que as vai amarrar a outra, mais tarde, no pressuposto de falharem, lhes vai trazer aborrecimentos. Ora este pensamento não será alargado a pessoas do mesmo sexo que tantos defendem o reconhecimento jurídico? Pessoalmente, mesmo a pensar de uma forma liberal, a bem da dignidade da pessoa homossexual, acho que Cavaco Silva, ao devolver a lei ao governo, esteve bem. O governo até pode levar a sua avante, só que, no meu modesto entender, contrariamente ao que pensam, tal legalização pode se transformar num anátema sem retorno. E o governo nem precisa de fazer um referendo sobre a questão. Se fazia parte do seu programa eleitoral, ou avança ou recua. Se teimar em avançar pode destruir muitas conquistas sobre a dignificação da comunidade, na sua forma diferente de ser, que os homossexuais conseguiram na última década. Perdoem-me a infeliz metáfora, mas galinhas apressadas têm pintos carecas, diz o povo.
A "Cicade" era uma fábrica de faianças de Coimbra. Estava implantada em Coselhas, ali mesmo ao lado da Estação de Coimbra B. Escrevi “estava” porque morreu no verão passado. Pode até o leitor pensar: “e o que terá isso demais? Afinal morrem empresas todos os dias!”. Pois, é verdade. Simplesmente, estamos a falar de uma empresa com cerca de seis décadas e que possuía moldes com quase um século…e que foram pura e simplesmente destruídos no verão passado. Segundo o senhor Reis, um dos sócios da outrora fábrica, que encontrei à hora do almoço junto à Câmara Municipal, quando lhe pergunto o que fizeram aos moldes da fábrica, respondeu: “partimos tudo. Ninguém se interessou. Ainda tentámos que um grande empresário lá perto de nós nos desse a mão, mas não se interessou. Encerrámos e destruímos tudo para entregar a casa ao proprietário”. E vocês, antes de destruírem tudo, tentaram ao menos contactar a autarquia para a preservação dos moldes, interroguei. “Há cerca de três anos, contactámos o pelouro da cultura, na pessoa do vereador Mário Nunes, no sentido de ajudar a fábrica, pelo menos que nos adquirissem as “Rainhas Santas” para as festas da cidade, mas nunca nos deram resposta. Não tivemos outro caminho”, diz-me, enfaticamente, sem tomar consciência do acto de lesa-cultura, no atentado que fizeram contra a memória industrial da cidade. Entre aqueles moldes, alguns com mais de oitenta anos, estariam alguns de mestre Eliseu, um dos maiores santeiros da cidade e quem sabe alguns de Teixeira Lopes? Segundo parece, estes mestres colaboraram na “Nova Decorativa de Coimbra”, que esteve instalada junto à Manutenção Militar até aos anos de 1950. Por que é que a Câmara de Coimbra não manda fazer com urgência o levantamento industrial da cidade, para não acontecer casos como este? Podem não acreditar, mas quando o senhor Reis me disse que tinham destruído tudo, foi como se tivesse levado um murro no estômago. Eu conhecia bem todo aquele acervo de riqueza cultural. Quem vamos culpar deste atentado? Acho que não vale a pena arranjar “bodes-espiatórios”, é preciso é não deixar repetir. Isto não devia ter acontecido. Todos somos culpados. A começar por mim. Se calhar devia ter pensado que isto iria acontecer e deveria ter alertado a autarquia -se é que me dariam ouvidos. A seguir os consumidores que só compram porcaria nas lojas de chineses em marfinite e outras badalhoquices, em detrimento dos nossos barros e obras saídas dos poucos mestres oleiros que ainda restam. Porca miséria!
Sou um cidadão de Coimbra, com 52 anos de idade, preocupado com o que o futuro nos reserva.Como escrever é um dos meus vícios, e só escrevendo o alimento, através desta gaveta interactiva, tento exercer esta dependência na forma mais honesta possível. Fazendo das minhas palavras, talvez, a materialização do pensamento de quem gostaria de o fazer e não pode por razões várias. Evidentemente, sem falsa modéstia, gostaria muito que este blogue fosse lido por muitos e sobretudo que fosse comentado.Para quem não sabe, afirmo que a melhor recompensa que poderão dar a uma pessoa que gosta de se manifestar através da escrita é fazê-lo sentir que é lido. E, nessa máxima, vale mais um comentário negativo do que nenhum. Por isso, não se sintam acanhados...comentem..concordem ou não. Estou nesta guerra, tenho obrigação de estar preparado para levar uns "tirinhos", o que, aliás, acho extremamente saudável. Não gosto muito de unanimismos. Prefiro uma boa discussão partilhada entre prós e contras. Obrigado por me ter consultado. Volte sempre.